quinta-feira, 19 de maio de 2011

Rio mudo

O Rio ri da folha seca
Que desce desnorteada
pela minúscula correnteza
Ri, mas ri sem gosto.
Já fora mais caudaloso o Rio
Riso de vítima, Rio rapaz.
Que o velho homem foi capaz
De sujar seu leito
Despedaçar seu estuário
Rio que acaba sem foz
É um Rio que ri sem voz


Poema meu publicado no livreto de comemoração da 4ªSemana de Poesia/ 2011 do Fórum Lafayette de Belo Horizonte.

Nenhum comentário: