O Rio ri da folha seca
Que desce desnorteada
pela minúscula correnteza
Ri, mas ri sem gosto.
Já fora mais caudaloso o Rio
Riso de vítima, Rio rapaz.
Que o velho homem foi capaz
De sujar seu leito
Despedaçar seu estuário
Rio que acaba sem foz
É um Rio que ri sem voz
Poema meu publicado no livreto de comemoração da 4ªSemana de Poesia/ 2011 do Fórum Lafayette de Belo Horizonte.
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